Tuesday, January 30, 2007

gagged, or an implicit list of complaints


Falou bem o Mega Ferreira referindo-se a Pessoa (a propósito da presença do mesmo nos dez finalistas para o programa O Maior Português de Sempre): escreveu sobre tudo, rigorosamente tudo. O que pensava, fazia-o escrevendo.
Quanto fico aquém. Uma inércia cristinina. Aqui, porém, soma-se a censura auto-imposta pelos olhares indiscretos. Olhares que não foram convidados pelo meu, mas sugeridos inadvertidamente, sem malícia. O cozinhado está pronto. É sempre possível adicionar-lhe sal quando o sentimos insosso. Quando o sal é demasiado, porém, não há muito a fazer, a não ser preparar água para lavar papilas gustativas.
Há algo bloqueando também o fluir destas letras em particular. Tenho uma necessidade absoluta de música para ilustrar alguns tópicos. Será simbiose ou parasitismo meu, que a maior parte das vezes recordo ou conjecturo através dos sons que me oferecem os músicos?
Enquanto a questão não se resolve, os sons ficam só em mim. E eu gosto de partilhar.

5 comments:

CharlieBrown said...

obrigada, queridinha

Fernanda said...

Oi Kanu,
também sou como tu...as vezes alguns pensamentos fluem melhor com música...é, música é perfume!

Effe said...

la parola è intanto e prima di tutto musica e suono
é cosa molto chiara, per un italiano che legge il portoghese.

Quel said...

quando o sal é muito podemos colocar umas batatas cruas para absorvê-lo.
o que fazer depois com as batatas? tenho uma ou duas sugestões, mas sou uma cozinheira agressiva às vezes.
:)
beijos, viu!

kanuthya said...

charliebrown nada a agradecer:)

fernanda totalmente verdade, e sinto mesmo falta de poder ilustrar as palavras com sons.

effe e come è bello poter aver musica da diversi posti e lingue qui :)

quel Ah, a cozinha não é para pessoas de meios termos, caramba, há que tê-los no sítio para criar com arte. O pior é que esta alminha pouco iluminada teve logo segundos e cruéis pensamentos àcerca do que fazer com as batatas :)