Wednesday, October 25, 2006

stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus

(imagem do site da Difel, editora que não deixa de me desgostar com as pobres revisões de texto... a minha capa é diferente, anterior a esta... gostaria de pensar que os erros ortográficos desapareceram)

Como foi bom voltar a esta primeira incursão de Eco pelo romance. Mistério aliado a livros, Idade Média, pedras góticas, semiótica esculpida - tivesse eu lido e relido este livro com desconfiança à partida, teria sido uma batalha perdida certamente, seria díficil não gostar. Revisito-o passados quinze anos desde a primeira vez. Sigo crendo que as coisas têm vida própria, e muito se devem divertir à nossa custa quando não as estamos mirando. Marquei algumas páginas ao longo da (re)leitura, certamente por desejar revisitar passos quem me tocavam de modo particular. No entanto, e como frequentemente me acontece, ao tentar agora a revisitação, sou impedida de encontrar as considerações que meus neurónios falíveis teceram nesses momentos. Fica um trecho que o globo ocular reconheceu muito bem. Quanto aos outros, devem estar a passear-se noutros pontos do livro, trocando-me as voltas, conspiração que executavam cada vez que eu fechava o volume e visitava Morfeu.
"Até então tinha pensado que cada livro falava das coisas, humanas ou divinas, que estão fora dos livros. Agora apercebia-me que, não raro, os livros falam dos livros, ou melhor, é como se falassem entre si (...), a biblioteca (...) era portanto o lugar de um longo e secular sussurro, de um diálogo imperceptível entre pergaminhos e pergaminhos, uma coisa viva..."

4 comments:

quel said...

xi, acho que preciso reler O nome da Rosa (tentei outras coisas do Eco, mas não gostei muito...só dos artigos na Espresso)
bitocas
quel

Effe said...

il Nome della Rosa è la punta più alta di Eco romanziere.
E' un libro che ha moltissmii livelli di lettura e di riconscimento, c'è il mistero gotico (che a me teressa meno), ci sono le citazioni storiche, i riferimenti nascosti, le lotte tra papato e impero, gli eretici dolciniani, la biblioteca di babele di Borges (e la sua corrispondeza, come bibliotecario, con il vecchio e cieco Jorge) e così via.
Non è un libro, sono molti, e ogni volta se ne scopre uno diverso.

carolina said...

Este li e já vi o filme!

kanuthya said...

quel mais de uma pessoa me disse ter gostado muito d'O Nome da Rosa e ter abominado outros livros do Eco, nomeadamente o Pêndulo de Foulcault. Não conheço por enquanto os seus outros romances, só escritos técnicos, esparsos, de Semiótica. Disciplina fascinante aos meus olhos :)**

effe sono d'accordo, sono tanti libri in un solo. È bello immaginare che siamo nela biblioteca, pure con i pericoli che nasconde.

carolina É difícil um filme conter em si o alcance do livro, e este caso não é excepção. Não deixa, contudo, de ser um filme agradável