pré-viagem telepática
Fotografia de Nicole PeyE há igrejas de facto singulares, em que nos sentimos mais perto do céu.
Fotografia de Nicole Pey
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categorias colírio
Desta vez é por aqui que entrarei.


Fotografia de Paulo Mendonça
Desabafo do dia: se ouço mais alguma vez (dou o desconto e refiro-me tão somente ao dia de hoje, que isto tem que ser levado um dia de cada vez) que "este é o país que temos", a minha orientação zen, reforma interior de nativa de Escorpião, tentativa de caminhada para uma vivência mais espiritualizada, enfim, tudo isto ficará seriamente comprometido, dado que me inclino seriamente para a possibilidade de vir a praticar sevícias ao meu próximo, sendo que os próximos se encontram relativamente a salvo pelo facto de estarem longe de mim, isto é, de estarem no tal "país que temos". O país que temos é feito por nós, e estou fartinha de ouvir essa porra. Deixem-se de queixas infindas, cabrões. Têm um país deslumbrante de tão lindo que é, tem muitas dificuldades, como muitos outros locais, tem muito menos dificuldades que vários outros locais no planeta, façam a vossa parte, que é o que vos cabe, em vez de bradarem aos céus tantos direitos sem deveres alguns. É triste que sejam poucos a amar essa terra, ao ponto de vir esta badameca que nem aí nasceu, e nem sequer dessa nacionalidade se considerou até muito tarde, vir dizer isto.
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categorias muro das lamentações, prelúdios de coisa nenhuma ou talvez nem por isso
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Faz-te à estrada, pá. O que é de mais enjoa.
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Pixies - Where is my mind
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categorias guia de sobrevivência - som de fundo: risadas de Muttley
Todos conhecemos a chatice do spam, seja na nossa caixa de correio tradicional (onde de facto podemos pelo menos colocar um pedido Publicidade Aqui Não protegido por lei), seja na virtual. Aqui vim a ter contacto com as agruras de uma outra forma de melgar completamente as pessoas. O Telemarketing. Ele existe em Portugal também, pois claro. Mas aqui ultrapassa os limites da minha paciência. Enquanto não coloco em prática alguns passos muito úteis para evitar que me chaguem o santo juízo pelo telefone, lamento informar que grande parte das vezes não o atendo, sobretudo a certas horas.
As dicas virão no próximo post.
Hoje ficam as pérolas do dia, inaugurando uma categoria.
Fascinam-me os títulos dos mails de spam. Já as cartas da nobreza nigeriana que pede o nosso auxílio não têm piada nenhuma, pois costumam chegar escritas em inglês correcto.
"It conetoe in buckhead."
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categorias pérolas de spam
Não posso bradar aos ventos Morra o apóstrofo PUM PUM. O apóstrofo não partilha as culpas do Dantas. Ah, pois não. Porque eu amo o apóstrofo. Como tal, vejo-me no dever de o defender com unhas e dentes.
Substantivo masculino. Sinal gráfico indicativo da elisão de letra ou letras numa palavra.
Elisão, senhores e senhoras. Na língua portuguesa. E na inglesa também.
Querem fazer-me a delicadeza de parar de o usar nos casos mais disparatados?
O apóstrofo NÃO SERVE para indicar o plural. Em inglês é muito frequente encontrar casos de uso ERRADO do apóstrofo. Um conjunto de computadores pessoais não se designa como *PC's. Argh. Blurp. PC's= Do computador.
Isto é difícil? Não me parece. As hemorróidas são bem piores.
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Soco no estômago.
Vergonha.
Continua, apesar dos "nunca mais". No Sudão, por exemplo.
Escutado: "Que culpa temos nós, ou que responsabilidade temos se se dedicam a massacrarem-se uns aos outros?"
Parece que a ideia é bastante flexível quando outros têm petróleo, diamantes...Aí organiza-se uma intervençãozinha.
Palavras que ficam e esfaqueiam a alma.
We're here as peace keepers, not peace makers.
You're not even a nigger. You're an African.
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categorias projector

Ah...entrei no blogger...por portas travessas, mas cá estou.
Escutava ontem abismada a lembrança da partida do Zeca há vinte anos atrás. Vinte anos. Acho que é a primeira vez na vida que me dou conta da minha idade. Que saudade.
Ficou frustrada mais uma tentaiva de ilustrar o post com a música, mas fica a lembrança da do título.
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6:46 PM
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Ouvi ao longo dos anos chamarem-me portuguesa de segunda, digo, branca de segunda. Não foram muitas as vezes. Não há, por parte dos enunciantes, culpa alguma dos eventuais escaldões que brindam algumas lusas peles que de celtas guardam mais marca epidérmica. Porque não sou dada a escaldões, apesar do claro tom poder induzir em erro. Se vermelha fico, tal camarão cozido, dura um, dois dias. Depois fico castanha. Como me convém, fica bem e dá ar saudável. Sou então, em tempo de estio, linda morena, muito obrigada. Estou-me a cagar para o tom de pele. Gosto de paletas variadas em sentidos diversos, e, apesar da miopia, a íris cansada mas dotada de alguma inteligência agradece a diversidade. Porque nela cresci e me fiz. E nela criarei filhos, se os vier a ter.
Ora descubro há dias atrás, praticamente em cima da hora, que de nada me serviria ir até ao consulado mais próximo exercer um DIREITO e DEVER.
Os cidadãos com nacionalidade portuguesa que se encontrem, por qualquer motivo que seja, ou pelo período de tempo que for, fora da nossa faixa estendida junto do Atlântico, não puderam votar no referendo sobre o aborto. Disseram os senhores de toga, apoiados por partidos políticos, que não fazia sentido esses mesmo portugueses(?) se manifestarem sobre um assunto que não lhes dizia directamente respeito, não os afectaria, visto não usufruirem do sistema nacional de saúde.
Mas para eleger governo, deputados para assentarem cús, digo, arraiais no Parlamento Europeu e afins, para isso estamos cá, a bem dizer. Nem sequer me dou ao trabalho de perguntar por que porra não posso votar. Eu, que nem sequer anulei, e disso faço questão, a minha inscrição como eleitora no círculo geográfico que continuo a considerar casa, no litoral alentejano. Fá-lo-ia este Domingo, para poder obedecer à minha consciência e votar.
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5:14 PM
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categorias grafonola partida, muro das lamentações
Dificuldades técnicas impedem a presença do vídeo aqui. Assim sendo, fica o link.
http://www.youtube.com/watch?v=kaXCu9q2k1w
Não me consta que tenha leitores em Moura ou arredores.
A maior dificuldade da Associação S.O.S. Animais de Moura reside na ausência de voluntários. Há alguns dias atrás, um dos corações grandes que ajuda estes animais dizia-me que ir lá é deprimente. Recordei-me de uma personagem que preciso rever o mais breve possível, apesar do sofrimento que traz. Billy(?) Kwan, do filme, The Year of Living Dangerously, desempenhada pela magnífica Linda Hunt. Uma frase sua persegue-me. What then to do. Escrevia ele isto num frenesim que martelava as teclas da sua máquina de escrever. Talvez alguns se sintam ofendidos pela comparação. Não a lamento. Nunca o farei. Sou um animal, tal como eles. Não valho mais do que eles. É isso que penso. É isso que sinto. É isso que digo e escrevo, e não me desculparei por tal.
Dizia Ghandi que a evolução de um povo se vê através da forma como ela trata os seus animais. A afirmação pode ser perigosa, se pensarmos nos nazis e seus sorrisos e alegria junto dos seus cães e cavalos.
Digo eu que Ghandi sabia muito bem do que falava, e que o problema não está na sua afirmação.
Voltando atrás, compreendo o que a alma amiga quis dizer ao afirmar que era deprimente lá ir. Creio, no entanto, que para quem tem algum tempo disponível ( e ele faz-se, também, consoante o nosso coração), pode ser uma benção. Pode ser triste ver animais que ali foram deixados, por vezes em tão mau estado. Mas que fazer então? Voltar as costas? Sentarmo-nos no sofá e ver mais um capítulo? Claro, podemos fazê-lo. A maior mentira circulando por aí é que nada podemos fazer. Podemos sempre fazer algo. Sempre. O que estiver ao nosso alcance. Isto vale, obviamente, para tudo. E não pedirei desculpas a quem me diz que é triste que me preocupe mais com cães do que com pessoas, porque quem isso diz 1. não me conhece; 2. não se conhece.
Se se encontra na referida zona e gosta de animais, visite a Associação, e decida se pode ajudar. Se os voluntários fossem suficientes, não haveria sobrecarga para ninguém.
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categorias muro das lamentações
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categorias prelúdios de coisa nenhuma ou talvez nem por isso
Este venerando senhor chama-se Tejo. A foto foi roubada, mas por uma boa causa.
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categorias bicharada
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Raras vezes prolonguei tanto uma leitura amada. É certo que o livro é relativamente extenso, mas o stretching foi consciente, destinado a alongar o prazer da leitura. Um raro caso em que a adaptação cinematográfica é magnífica. No livro, porém, e como seria de esperar, fico a conhecer muito melhor Sophie, as suas outras escolhas em tempo de terror. Terror que não termina com desembarques heróicos, com libertações de campos. Terror gravado na pele, muito além de números no pulso.
Já no final, acrescenta-se um outro meu terror. O vocabulário de Styron é rico, pleno de lemas pouco comuns no inglês coloquial, assim como de termos em outras línguas, yiddish, alemão, francês. Surge-me então algo que me faz piscar os olhos, já incerta do funcionamento de neurónios a hora tardia, preocupada com a escassa luz. Terei lido bem? "auto de fé", escreve Styron. Sou confrontada depois com o que me é dito ao lado, "deve ser espanhol, naturalmente". Não. Não é. Fé não tem acento em espanhol. É portuguesa, a expressão. Consequência de leituras impressionantes que terá feito sobre a Inquisição lusa. Porque muitas leituras fez sobre a perseguição já milenar a um povo. Como a muitos outros. Elie Wiesel recorda-nos o que foi dito aquando da revelação ao mundo dos horrores dos campos de concentração da Guerra II. Já não há numeração romana que valha à catalogação de horrores. Disse-se, na altura: Never again. Há que divulgar e conhecer, ousar tentar, apenas tentar, compreender. Um pouco que seja. Para não repetir. Para aprender.
Não adiantou de nada.
Continua. Não noticiado. Todos os dias. Aqui, por exemplo, www.darfurgenocide.org/.
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kanuthya
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categorias leituras
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categorias leituras