Monday, May 16, 2005

Este senhor escreveu...


Yeats
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When you are old and gray and full of sleep
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;

How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true;
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face.

And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how love fled
And paced upon the mountains overhead,
And hid his face amid a crowd of stars.

W. B. Yeats

Tenta...

...deambular entre páginas de João Lobo Antunes, mas antes do sono refugia-se sempre na ficção. Não que tal seja alimento para os sonhos. Esses são surrealistas, como a vida.

Thursday, May 12, 2005

Mai addio. A dopo...


Nude in Chair by Elena Morzov
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Jogas fora um livro, uma boneca de pano, uma peça de lingerie azul-celeste, um tecido bordado com estrelas e um poema que só passou a fazer sentido quando lido por ti.

Como lavas um odor entranhado na epiderme da alma?

Tuesday, May 10, 2005

De beleza pura II


fetus (Da Vinci)
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Em que outro universo que não de líquido amniótico está suspenso o teu perispírito, Clara?

Sunday, May 08, 2005

Intimacy Draft


07_Drawing_II_jpg
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Therefore, slowly uncover your deepest secret, your most inner hidden self-made craft, and trust me as its faithful keeper.

Thursday, May 05, 2005

... II


joquinha1
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Para compensar, roubo a frase à So : segundo o último comunicado oficial, a Joca vai ser canonizada pelo Vaticano Canino. Não, ela não é budista, por um simples pormenor: a gula...

A propósito disto - I


fred1
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Fica sabendo, senhor Fred, que és responsável pela anulação do sonho da white fence que habita em todos nós!

let's go grandpa


let's go grandpa
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As tuas mãos não eram assim, não.
Mas continuo a sentir a tua suave presença.

Wednesday, May 04, 2005

A janela lá longe

Eu costumava adormecer com ondas a desmaiar na areia.

Momento piroso

The bird with the thorn in its breast, it follows an immutable law; it is driven by it knows not what to impale itself, and die singing. At the very instant the thorn enters there is no awareness in it of the dying to come; it simply sings and sings until there is not the life left to utter another note. But we, when we put the thorns in our breasts, we know. We understand. And still we do it. Still we do it.

Colleen McCullough

Grazie, Simone :)

fait divers

Nas imediações todos se parecem ter lembrado de fazer obras, levantando cercas (não, isto era o que os meus olhos pediam, são muros mesmo), aumentando casas, reformando garagens. Vou pregar uns pregos e pendurar uns quadros e já volto.

Tuesday, May 03, 2005

Don't fear for my sanity - part II

Fizeste-me recordar o perfeito horror recontado numa carrinha branca. Dei-te o cognome do meu chá preferido, estás exactamente na terra das plantações, mas chamo-a com o nome nativo da minha terra. Bissapa.
Como sobreviver ao terror? Como vivê-lo. Como viver o momento em que nos apontam uma arma e querem obrigar a esmagar o fruto de nosso ventre (ou de qualquer outro, for that matter) com um pilão? Como continuou vivendo moribunda a mulher a quem arrancaram um bebé quase recém-nascido, o viraram de cabeça para baixo, e, pegando em cada uma das tenras pernas, o dividiram ao meio?

Thursday, April 21, 2005

Aviso à navegação

Acaba de passar Chris de Burgh.
É a decadência.

O Lobo diz que sabemos estar a envelhecer quando passamos a gostar de sopa

Escolher como temática de rádio online, Lite Office Music...
Deve ser a decadência...

Per il mercatore

Porque os outros se mascaram e tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não


Porque os outros são os túmulos calados
Onde germina calada podridão
Porque os outros se calam mas tu não


Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo
Porque os outros são hábeis mas tu não


Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia

Tuesday, April 19, 2005

Don't be afraid

A crer no que escutei, que compreensão mórbida e partilha poderei ter com o Mourão-Ferreira, no sossego que lhe é dado pela morte da sua virgem, garantia vã que não será de outro alguém?
Que espécie de monstro se pode ser?

Thursday, April 14, 2005

Telepatias

Sintonizamo-nos assim, eu escrevinhando sem as penas afiadas que adoro, tu lendo-me. E lendo-te também, muitas das linhas que aqui estiveram estão nas tuas mãos.

Sunday, April 10, 2005

lettera al mio angelo

Envolve-me nas tuas asas de algodão e mostra-me, faz-me compreender, escutar sem reclamar tanto, perdoar sem ter de explodir primeiro. Ecco, compreender. Para poder ser.

Wednesday, April 06, 2005

Slow down

Aqui até o sangue é desobediente. Pedem-lhe que se passeie, tranquilo e eficiente, por estreitas ruas, levando o essencial ao corpo. Mas ele corre, sempre, a velocidade impensável num corpo jovem.